quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

E se eu fosse cego?

O olhar importa tanto, não é mesmo? Às vezes estamos em um determinado lugar e quando há aquela troca básica de olhares e sorrisos meigos com outro ser, a pessoa já entende a imediata identificação entre ambos. É como se aquela pessoa estivesse ali à sua espera e você fosse apenas encontrá-la. Criando a cena, constrói-se duas pessoas, de indefinido sexo, que se olham, viram-se meio envergonhados, olham novamente, fingem não perceber o olhar do outro, baixa a cabeça, se olham de cara e sorriem! Não suportam a distancia, vão se aproximando um do outro como quem não querem nada. Fingem admirar a paisagem, rodopiam sem perceber, se olham novamente, mas dessa vez não dão aquele sorriso, para não forçar tanto. Já pensam no beijo (e outros mais acelerados já pensam até em outras coisas), no abraço, no carinho e se brincar já montam até uma história de amor que viverão. Imagine, tudo isso ocorreu pelo olhar, pela simples troca de olhares! E depois, já próximos, eles não suportam e se beijam! Se foram felizes para sempre eu não sei, mas foram felizes! Esses olhos vêem cada coisa...

2 comentários:

Lucas Silva disse...

Muito bom blog Pedro, esse texto achei muito massa! Sempre que possível estarei lendo! Até agora li apenas dois esse e a postagem anteriores, são cronicas muito boas, você com certeza leva jeito.

Pedro Simões disse...

Valeu Lucas! :]