segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Na Estação

Entra dia, sai dia, e tudo se repete: rotina. Sai de casa para trabalhar, ou estudar, faz refeições diárias, troca palavras com alguém. Cansado, tenta dormir um pouco na folga do princípio da tarde. Olha para um canto, outro, tenta se acomodar. Logo se levanta e vai de novo trabalhar. É fim de dia, começo de noitinha. Vai apanhar o trem lá na estação. Entra calado, como quem nada quer. Não tem onde sentar, está tudo ocupado! Vai em pé, sonhando com o futuro, que pode ser bem diferente daquele cansaço diário. Viagens, carro, amores, dinheiro... sonhos de tantos que entram e saem daqueles vagões. Desperta quando vê a chegada de sua parada. É o fim da estação e mais histórias tem a contar de mais um dia de vida louca; louca vida. As notícias vão chegando em cartas, contas, bilhetes e mais uma vez dormirá naquela cama que tem um colchão desconfortável e feio. Com certeza sonhará, de novo, a noite inteira, até ouvir o despertador e ver que já são cinco da manhã e mais um dia, mais uma rotina, ali se inicia, no meio da estação, daquele vagão. É a vida...


Os leio vez em quando e os indico também para quem gosta de poesia, arte, livros, comédia, entrevistas, cinema, entre outras coisas básicas do dia a dia!









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