Havia passado por ela, visto suas flores que saíam do chão, que me chamavam atenção, vermelhas, com caules finos e delicados, tomados nas mãos, de um branco singelo, meio amarelo, parecendo papel vivido e lido, com espinhos entre os dedos, que tocava na terra, que se sujava de barro, meio que areia amarronzada e água, que servia de alimento para aquelas, aquelas vermelhas, que me fizeram não ver os olhos, e a boca, e os cabelos e traços da moça, que ainda cultivava aquele chão e que de ímpeto, num desvio de olhar, me fez sair do mundo por alguns minutos que pareceram eternos e tem parecido.
ps: escrevi isso hoje na aula do querido Lourival, que tem inspirado e inspira poesia.
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